terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Noticia - DE SALTO ALTO NO VOLANTE


Mão no volante, unhas feitas e pele hidratada. Nos lábios, um retoque com o batom e a atenção redobrada para os quilômetros de viagem. Madileine Niehues, de 44 anos, natural de Braço do Norte/SC, teve a coragem de assumir um das funções que ainda é predominante de homens. Driblando preconceitos e agregando a delicadeza e o cuidado feminino, hoje ela sabe que tem contribuído para a maior eficiência do setor de transportes.
            Mãe de Ericsson de 25 anos e Elthon de 20, Madileine dirige caminhão desde seus 13 anos de idade. A união de uma máquina tão bruta e pesada com a sutileza da mulher parece ser incompatível, principalmente para seu filho mais novo, que sempre teve muito ciúmes da mãe. “O Elthon sempre me deu apoio em tudo, mas nunca escondeu de ninguém os ciúmes e a vontade de me ver sempre por perto”, relata.
           A vaidade, elemento diferencial, vai de carona na boleia. “Eu me arrumo como se estivesse indo trabalhar em um escritório, pois devemos mudar o conceito de que mulher caminhoneira é desleixada”, conta. A boa aparência, segundo ela, é uma característica que não interfere na qualidade do serviço prestado. “Sempre estou maquiada, com brinco e uso batom e protetor solar para proteger a pele”, relata Madileine.
          Após receber o apoio da família e amigos, o próximo desafio a enfrentar é o preconceito. O mito de que “mulher ao volante é perigo constante” é algo que incomoda. “Já ouvi muitas piadas de mau gosto, tem horas que quase perco a paciência, mas o bom senso fala mais alto”, afirma a caminhoneira.
          Madileine que já teve seu próprio caminhão, hoje trabalha para o grupo Fontanella da cidade de Lauro Müller/SC. Com 26 anos de estrada ela percorre o Brasil de ponta a ponta transportando cerâmica, descartáveis, grãos, entre outras cargas.
           Para ela a estrada é sua verdadeira paixão. “Quando viajo estou sempre curtindo uma música no meu rádio, ou ouvindo as notícias para me manter atualizada. Para mim, a cabine do meu caminhão é como se fosse uma sala de cinema, pois tenho toda aquela paisagem à minha frente. Até esqueço que estou trabalhando”, diz ela.
            Embora a estrada apresente belas paisagens, Madeleine conta que a vida às vezes é um pouco solitária. “Tem horas que bate uma saudade imensa dos meus familiares e amigos, sem contar nas datas festivas e importantes que já perdi por estar viajando, mas esta foi a profissão que eu escolhi e como qualquer outra ela, tem seu lado bom e ruim”, relata.
            Nessas idas e vindas pelo Brasil, Madileine encontrou um dos seus maiores admiradores, Osmar Fortunato da Palma, natural do Estado do Paraná. “Em uma de minhas viagens parei em Curitiba para jantar e encontrei Osmar, lá trocamos telefone e ficou a promessa de um novo encontro. Durante sete meses ficamos nos conhecendo até que ele decidiu se mudar e morar definitivamente comigo”.
           Há um ano Madileine e Osmar moram e trabalham juntos na mesmo profissão, e segundo Osmar, o segredo para que o relacionamento dê certo é o amor. “Eu posso dizer que além de ser um homem feliz e realizado sinto muito orgulho da mulher que está ao meu lado. Companheira, carinhosa e linda, Madileine é uma ótima motorista, e assim como eu todos os homens deveriam saber dar mais valor a essas mulheres guerreiras e de fibra”, completa o caminhoneiro.

Fonte: Librelato
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